Cidades Inteligentes:
O professor Marcos discute o conceito de "cidades inteligentes", enfatizando que a transformação digital no setor público não é apenas uma questão tecnológica, mas, acima de tudo, uma questão de gestão. Ele destaca que o maior ativo de uma cidade é o ser humano e que o uso de sensores, dados e conectividade deve servir para melhorar a previsibilidade e a qualidade de vida da população. Exemplos práticos, como o monitoramento de enchentes, gestão de bueiros e integração de infraestruturas subterrâneas, ilustram como dados bem geridos ajudam a solucionar problemas urbanos complexos.
A presidente da APEAP, arquiteta Silvia Sasaki, enfatizou que a 3ª Semana de Engenharia e Construção manteve o foco na capacitação de técnicos e prestadores de serviços ligados às prefeituras da região Noroeste, alcançando toda a extensão da Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná (Amunpar).
Ela reconheceu que existem muitas legislações e que as atualizações são constantes, por isso é fundamental garantir que os profissionais conheçam os processos burocráticos. "A APEAP busca trazer essas capacitações rápidas, mas instrutivas, que oferecem orientações. A ideia é que, a partir daqui, os profissionais consigam encontrar os caminhos certos."
Confira os destaques da palestra do professor Marcos:
💡# 1 - A transformação é de gestão, não apenas tecnologia: O palestrante enfatiza que a tecnologia isolada não gera inteligência. O foco deve estar em como a gestão pública utiliza essas ferramentas para organizar processos, tomar decisões baseadas em dados e não apenas no "achismo" político.
💡# 2 - O ser humano como o maior ativo: Embora o uso de sensores e dispositivos IoT seja fundamental, a inteligência da cidade deve servir, em última análise, ao bem-estar da população. O objetivo final é melhorar a previsibilidade da rotina dos cidadãos e garantir a segurança e qualidade de vida.
💡# 3 - Cultura de planejamento e dados: A cidade deve ser vista como um território com história e futuro. É essencial que governos superem a visão de curto prazo (ciclos de governo de 4 anos) e implementem um planejamento estratégico de longo prazo, integrando redes de infraestrutura (como eletrodutos e conectividade) desde a concepção dos projetos urbanos.
💡# 4 - Monitoramento e resiliência (Soluções práticas): O uso de sensores de baixo custo para monitorar fluxos (água em bueiros, tráfego, qualidade do ar) exemplifica como a coleta inteligente de dados permite a manutenção preventiva e uma resposta rápida a desastres climáticos, evitando que problemas como inundações ou congestionamentos paralisem a cidade.
